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Olhares do Rio: Um bate-papo com Beto Pestana

20/08/2015

Na semana do Dia Mundial da Fotografia, nada melhor que bater um papo com quem sabe muito! Beto Pestana é designer e sempre se interessou pela fotografia. Mas foi com o seu primeiro smartphone que acabou tornando a prática de fotografar uma atividade diária.

Fotógrafo participante da primeira edição do projeto Rio 365 e um dos curadores do segundo livro, que será lançado no próximo dia 2, Beto entrou em contato com olhares muito diferentes sobre o Rio de Janeiro. Hoje, ele nos conta um pouco dessa caminhada e sobre como foi participar de um projeto tão colaborativo e dinâmico:

 

Geração Light - Conte um pouco sobre você e seu trabalho. Fotografia sempre foi o seu foco?

 

Beto Pestana - Sou formado em design, pós-graduado em marketing. Sempre usei a fotografia como elemento natural do meu trabalho, mas ela retornou como atividade diária quando adquiri meu primeiro smartphone em 2010. Ter uma máquina fotográfica compacta, permanentemente no meu bolso, fez toda diferença no meu ato de clicar e de observar permanentemente o meu entorno.

 

GL -  Como começou a sua relação com o projeto Rio 365? Já era um hábito seu fotografar o Rio de Janeiro ou o projeto o engajou ainda mais nessa tarefa?

 

Beto - O projeto começou coincidentemente quando descobria o potencial de registro visual de um smartphone. E as missões semanais deram um grande impulso ao hábito de fotografar o Rio. Felizmente tive algumas fotos selecionadas, e foi um grande estímulo ao desenvolvimento estético do meu trabalho.

 

GL -  Você participou da organização do segundo livro do projeto, certo? Como foi a experiência de mudar de lado?

 

Beto - Correto. De certa maneira já exercia uma atividade curatorial na minha profissão. Conhecendo as regras como participante, tive que me despir do olhar autoral, para alinhar-me ao sentimento de outros, existente por trás de cada click. Sem abandonar minhas convicções estéticas, mas aberto a novas propostas. Foi um exercício de desprendimento do ego bastante construtivo. 

 

Beto Pestana - @betopestana

 

GL -  O projeto tem uma aceitação muito grande e muita gente participando. Era difícil selecionar a melhor foto de cada missão? O que você considera para selecionar uma imagem?

 

Beto - Foi muito difícil. Principalmente pela qualidade das fotos que melhorou bastante na segunda edição. As escolhas são baseadas em conceitos pessoais, uma busca de um denominador intangível. A pertinência ao tema era o fio condutor. Uma composição original, além do domínio técnico da luz, estabelecia as primeiras finalistas. Mas ressalto a importância de um conjunto harmônico entre as selecionadas de cada missão. Valorizamos as sete mais bonitas que contavam uma história coesa sobre o tema. 

 

GL - Você acha que as mais de 100 missões do projeto (nas duas fases) foram suficientes para mostrar todo o Rio de Janeiro ou ainda há muita coisa para fotografar?

 

Beto - A cidade fotografada concentrou-se na Zona Sul e arredores. Faltou muito da zona Norte e Oeste, pois cada bairro possui cenas particulares e originais. O carioca merece explorar e conhecer melhor a toda a cidade. 

 

GL -   Do que falta, o que você gostaria de fotografar primeiro?

 

Beto - Gostaria muito de ver, ou fazer, um belo ensaio fotográfico sobre a Avenida Brasil ao longo de toda sua extensão. 

 

Confira fotos inéditas de Beto Pestana e saiba mais sobre o projeto Rio 365.

 

Beto Pestana - @betopestanaBeto Pestana - @betopestanaBeto Pestana - @betopestana

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Beto Pestana - @betopestanaBeto Pestana - @betopestana

Beto Pestana - @betopestana

 

 

Beto Pestana - @betopestana