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Bate-papo: O Choro que encanta o público do interior do Rio

21/08/2015

Bastam as quatro cordas de um pequeno instrumento para que Ronaldinho do Cavaquinho rapidamente embale o público. No projeto “Choro Itinerante In Concert”, seus acordes despertam as emoções da plateia com canções de grandes nomes da música brasileira.

 

No nosso bate-papo, Ronaldo falou sobre a sua trajetória e sobre o projeto que conta com o nosso apoio. Confira a entrevista e aproveite os shows:

 

Geração Light - Conte um pouco sobre você e sua história como músico. O que te fez aprender a tocar o instrumento?

 

Ronaldinho - Meu nome é Ronaldo da Conceição Júnior (nome artístico Ronaldinho do Cavaquinho), tenho 43 anos e nasci no Méier. Quando tinha 14 anos, ganhei de meu pai um cavaquinho. Autodidata, comecei a tocar em festas de amigos, tocando serestas e chorinhos. Em 2008, a música se tornou a minha única profissão. 

 

Em Conservatória (RJ), considerada a cidade da música, comecei a ficar conhecido e comandei durante vários anos o evento “Serenoite”, que é uma tradição turística e cultural da cidade. Também participei do “Show Itinerante”, que esteve em mais de 40 cidades do interior foi assistido por mais de 20 mil pessoas. No projeto, cerca de 3 mil crianças e jovens ouviram (muitos, pela primeira vez) o choro e a história desse ritmo musical que nasceu no Rio de Janeiro, no final do século XIX.

 

Em abril de 2009, realizei um tributo inédito a Waldir Azevedo, intitulado “Cavaquinho Delicado” para comemorar os 60 anos de “Brasileirinho”, considerada a obra-prima do músico homenageado. Em 2011, fui o solista anfitrião no Choro Aperitivo, que foram 16 shows recebendo solistas convidados no teatro do Centro Cultural Light. O show de abertura foi com a Rainha do Chorinho, Ademilde Fonseca, falecida em 2012.

 

Ronaldinho do Cavaquinho

 

GL - Como são os shows no Choro Itinerante In Concert?

 

Ronaldo - Em geral as pessoas sempre pedem para tocar a Ave Maria, de Gounod, além de cantar junto comigo Carinho, de Pixinguinha e Braguinha, e Ave Maria do Morro, de Herivelto Martins. A maioria do público está acima dos 36 anos, mas você sempre improvisa ao lidar com públicos diferentes. São energias diferentes, momentos diferentes, e essa é a beleza da música agindo na alma das pessoas. Contando com 2015, serão 20 shows que terei pelo Choro Itinerante In Concert.

 

GL - O Choro Itinerante In Concert passa por diversos lugares do Rio, assim como em outros municípios. Quais benefícios você acha que o projeto traz para essas localidades? 

 

Ronaldo - A música é, sem dúvidas, o maior veículo de comunicação existente. Com a carência da música de qualidade (letra e melodia), as pessoas que passam por nós recordam o passado. Elas mostram para seus filhos que existe um gênero chamado choro ou, carinhosamente, chorinho, cujos sons transmitem emoções diretamente ao coração, sem fazer apologias ou mensagens com duplo sentido. O benefício é o despertar dos sentimentos!

 

4) Como você se sente ao tocar para este público?

 

Ronaldo - Sinto-me o mais gratificado dos profissionais. Você servir de instrumento de união, de despertar os sentimentos, que em grande maioria estão abrutecidos pelo medo da violência, é a maior recompensa que posso receber. Depoimentos, carinhos, abraços, sorrisos, lágrimas e desejos de felicidades são constantes em todas as apresentações que faço e é isso que me fortalece. 

Caros amigos amantes da boa música, convido a todos que possam comparecer nas próximas apresentações do Choro Itinerante In Concert 2015 para juntos compartilharmos de momentos que só a música pode nos proporcionar!

 

O projeto contará com muitos shows até o final de setembro. Confira as próximas datas:

 

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